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Sobre voltar para onde a gente se perdeu

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All I know is I can't keep on wearing this disguise When you're the only one that sees what's real in my eyes Adam Levine - A Higher Place Como você já deve ter percebido, eu reativei esse blog. Indiretamente, ele se tornou como um diário online. Recorro aos textos para desabafar sobre a minha vida e publico aqui para não os perder. Recentemente tive uma nova decepção amorosa. Eu, no auge dos meus 27 anos e me achando a mais madura de todas as mulheres de minha idade, voltei a chorar ouvindo John Mayer. Do jeitinho que a Amanda Bebiano com 15 anos fazia. Mas é claro que nem tudo foi igual. Apesar de ainda escrever textos para desabafar meus sentimentos, desta vez fiz algo novo: falei tudo o que sentia para a pessoa, antes de expor aqui. Não sei se foi a melhor escolha, pois terminei com o coração partido do mesmo jeito. Mas, bom... eu tentei. Foram semanas tristes em que me peguei pensando em desistir do amor, me culpando por tudo o que deu errado e repassando todas...

Verdades que nunca (te) contei

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Eu preciso andar um caminho só. Vou buscar alguém que eu nem sei quem sou. Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você. Guarde um sonho bom pra mim... Los Hermanos - Primeiro Andar Você está pronto? Porque aqui está a verdade: eu nunca te deixei. Todo esse tempo você esteve aqui, dentro de mim. Te carreguei comigo em todos esses intermináveis minutos. Sim, todos os minutos. Mesmo os que passaram quando você não estava por perto. Para tentar te tirar de mim experimentei de tudo, até sentir raiva de você. Mas nunca te odiei. E aqui vai mais uma verdade: só recentemente consegui encarar os fatos. Aceitei que te amava demais para me deixar tomar por qualquer ego. Por qualquer egoísmo. Sei que não deu certo. Sei que você já escolheu outra pessoa para caminhar ao seu lado. E tá tudo bem, porque eu nunca quis te aprisionar. Mesmo antes de me apaixonar de você, eu já amava o seu jeito. Sempre tão sério. Sempre tão misterioso. Sempre tão independente. Sempre tão livre. Como eu ...

Você ainda é um pouco meu...

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  Mas em toda a história É nossa obrigação Saber seguir em frente Seja lá qual direção Eu sei. Tiê - Assinado Eu Eu sei que ninguém é de ninguém. Sei que possessividade é um defeito. Sei que devo me recolher às regras do fim. Já memorizei toda a ladainha contemporânea do desapego e compreendi, inclusive, que afeição é démodé. Mas eu sinto. Eu simplesmente sinto. Eu ainda lhe sinto um pouco meu. A verdade é que eu nunca gostei dessa coisa retilínea de começo, meio e fim. Acho careta. Antiquado. Previsível demais para quem se equilibra na utopia de permitir que as sensações orientem o viver. Talvez seja por isso que mesmo hoje, depois de tantos outros, eu ainda não assimile nosso infelizmente fim. Não vou dizer que não estou feliz. Obviamente estou. Nunca fui de abrigar tristezas, você bem sabe. Longe de você  vivi experiências que obviamente não viveria na sua amada presença. Senti outras pessoas. Vivi outros lugares. Desbravei novos desejos e confesso, do alto do saudo...

A culpa é do chantili

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E no meio de tanta gente, eu encontrei você Entre tanta gente chata, sem nenhuma graça, você veio E eu que pensava que não ia me apaixonar Nunca mais na vida Marisa Monte - Não Vá Embora Ontem fui sozinha ao shopping pela primeira vez. Eu poderia dizer que foi a primeira vez porque sou cheia de amigos e que nunca estou só, mas a verdade é que eu não gosto de estar só. Passei por aquelas portas automáticas torcendo para que elas não fechassem e eu ficasse presa entre elas (acredite, isso já aconteceu). Passado o pesadelo das portas, do qual saí ilesa, comecei minha busca por um banheiro: o único lugar ao qual vou sozinha e convenhamos, banheiros são todos iguais. Não tinha como algo dar errado. O plano era simples: eu só precisava passar despercebida. Talvez eu entenda Mano Brown quando ele diz que “quem não é visto, não é lembrado” e, naquele momento, era isso que eu queria. Graças às placas direcionais, cheguei ao banheiro. Arrumei meu cabelo e tentei traçar um roteiro de quais lugare...

Sentimentos (es)tragados

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A solidão é meu cigarro Não sei de nada e não sou de ninguém Eu entro no meu carro e corro Corro demais só pra te ver, meu bem Zeca Baleiro - Cigarro Costumo dizer que ele é incrível, mas não me pergunte como sei. É que ele gosta tanto de mistérios que optou por ser um e não falar de si. Apesar disso (ou por isso) ele ganhou minha atenção. Conseguiu feitos que “em todos esses anos, nessa indústria vital”, não haviam conseguido antes. Em menos de 24 horas me convenceu a sair com ele. O histórico que eu tinha? Signo e quais são os artistas que ele mais gosta. O tipo de informação que eu (e talvez só eu mesma) considero mais importante que qualquer outra. Andamos por algumas quadras até decidirmos por um bar com mesas na calçada, para que pudéssemos fumar. Pedimos cervejas e começamos a conversar. Com poucas perguntas, um olhar intimidador e um pouquinho de insistência, ele conseguiu tirar informações importantíssimas sobre mim. Aquilo parecia tão interessante e desafiador para ele que...

Notas sobre esse blog

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Eu amo o Desafiando Lógicas. Amo entrar aqui e ver uma série de textos que me lembram sentimentos, momentos, pessoas... Coisas que, se não fosse por esses registros, eu não conseguiria lembrar com tantos detalhes. O problema é que eu também sinto uma raivinha dele. Acho que por ser tão “amador, pessoal, íntimo”. Percebi isso há poucos dias, quando um amigo “descobriu” esse blog secreto e começou a me enviar trechos dos meus textos. Sim, eu queria morrer. Mas fato é que tenho escrito muito desde que parei de publicar aqui. Afinal, tanta coisa mudou... Falta muito pouco para eu me formar, virei jornalista e, para não dizer que este blog perdeu o sentido, segui me apaixonando e quebrando a cara também. A diferença é que eu tenho aprendido a lidar com isso de uma maneira tão natural, que não escrevo mais. Resolvi registrar e eternizar outras coisas, mais importantes. Tanto que meu bloco de notas está lotado e eu preciso externar esses textos de alguma forma. Pensei em criar um blog novo...

Obrigada por ter sido igual

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And since your history of silence Won't do you any good Did you think it would? Let your words be anything but empty Why don't you tell them the truth? Sara Bareilles - Brave Eu sofri e chorei todas as noites, desde que você se foi. Custei a desistir por achar que nunca encontraria alguém como você, por medo de ter feito tudo errado e te magoado, por não ter coragem de seguir em frente sem você e até por achar que isso não seria possível. Doía ser ignorada, não ter resposta, ser tratada mal, deixada de lado e perceber que só eu estava ali, de fato. Doía digitar cada letra de uma mensagem já sabendo que ela não teria importância nenhuma para você. Durante muito tempo, achei que estava te sobrecarregando, exagerando e exigindo demais de você. Hoje sei que não. Não é demais querer compartilhar sua vida com uma pessoa e trazê-la para bem perto, onde ninguém jamais esteve. O problema é querer fazer isso com quem não sabe ser por inteiro. A gente espera da pessoa mais do que ela pod...