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Você ainda é um pouco meu...

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Eu sei que ninguém é de ninguém. Sei que possessividade é um defeito. Sei que devo me recolher às regras do fim. Já memorizei toda a ladainha contemporânea do desapego e compreendi, inclusive, que afeição é démodé. Mas eu sinto. Eu simplesmente sinto. Eu ainda lhe sinto um pouco meu.
A verdade é que eu nunca gostei dessa coisa retilínea de começo, meio e fim. Acho careta. Antiquado. Previsível demais para quem se equilibra na utopia de permitir que as sensações orientem o viver. Talvez seja por isso que mesmo hoje, depois de tantos outros, eu ainda não assimile nosso infelizmente fim.
Não vou dizer que não estou feliz. Obviamente estou. Nunca fui de abrigar tristezas, você bem sabe. Longe de você vivi experiências que obviamente não viveria na sua amada presença. Senti outras pessoas. Vivi outros lugares. Desbravei novos desejos e confesso, do alto do saudosismo que agora me invade, que se pudesse fazer diferente, eu não faria.

Mesmo assim lhe sinto meu. Sinto que tudo em você me pertenc…

A culpa é do chantili

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Ontem fui sozinha ao shopping pela primeira vez. Eu poderia dizer que foi a primeira vez porque sou cheia de amigos e que nunca estou só, mas a verdade é que eu não gosto de estar só. Passei por aquelas portas automáticas torcendo para que elas não fechassem e eu ficasse presa entre elas (acredite, isso já aconteceu). Passado o pesadelo das portas, do qual saí ilesa, comecei minha busca por um banheiro: o único lugar ao qual vou sozinha e convenhamos, banheiros são todos iguais. Não tinha como algo dar errado. O plano era simples: eu só precisava passar despercebida. Talvez eu entenda Mano Brown quando ele diz que “quem não é visto, não é lembrado” e, naquele momento, era isso que eu queria. Graças às placas direcionais, cheguei ao banheiro. Arrumei meu cabelo e tentei traçar um roteiro de quais lugares ir. A livraria sempre é uma boa escolha, um dos espaços que mais gosto, então fui para lá. Ignorei os livros de youtubers na sessão dos mais vendidos e segui direto para Literatura Bras…

Sentimentos (es)tragados

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Eu costumo dizer que ele é incrível, mas não me pergunte como sei. É que ele gosta tanto de mistérios que optou por ser um e não falar de si. Apesar disso (ou por isso) ele ganhou minha atenção. Conseguiu feitos que "em todos esses anos, nessa indústria vital", não haviam conseguido antes. Em menos de 24 horas me convenceu a sair com ele. O histórico que eu tinha? Signo e quais são os artistas que ele mais gosta. O tipo de informação que eu (e talvez só eu mesma) considero mais importante que qualquer outra.
Andamos por algumas quadras até decidirmos por um bar com mesas na calçada, para que pudéssemos fumar. Pedimos cervejas e começamos a conversar. Com poucas perguntas, um olhar intimidador e um pouquinho de insistência, ele conseguiu tirar informações importantíssimas sobre mim. Aquilo parecia tão interessante e desafiador para ele que, horas depois, nem havia perguntas, apenas eu falando. Vulnerável. Exposta. Sem notar o risco que corria ao entregar de bandeja a um desc…

Notas sobre esse blog

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Eu amo o Desafiando Lógicas. Amo entrar aqui e ver uma série de textos que me lembram sentimentos, momentos, pessoas... Coisas que, se não fosse por esses registros, eu não conseguiria lembrar com tantos detalhes. O problema é que eu também sinto uma raivinha dele. Acho que por ser tão "amador, pessoal, íntimo". Percebi isso há poucos dias, quando um amigo "descobriu" esse blog secreto e começou a me enviar trechos dos meus textos. Sim, eu queria morrer. Mas fato é que tenho escrito muito desde que parei de publicar aqui. Afinal, tanta coisa mudou... Falta muito pouco pra eu me formar, virei jornalista e, para não dizer que este blog perdeu o sentido, segui me apaixonando e quebrando a cara também. A diferença é que eu tenho aprendido a lidar com isso de uma maneira tão natural, que não escrevo mais. Resolvi registrar e eternizar outras coisas, mais importantes. Tanto que meu bloco de notas está lotado e eu preciso externar esses textos de alguma forma. Pensei em …

Obrigada por ter sido igual

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Eu sofri e chorei todas as noites, desde que você se foi. Eu custei a desistir por achar que nunca encontraria alguém como você, por medo de ter feito tudo errado e te magoado, por não ter coragem de seguir em frente sem você e até por achar que isso não seria possível. Doía ser ignorada, não ter resposta, ser tratada mal, deixada de lado e perceber que só eu estava ali, de fato. Doía digitar cada letra de uma mensagem já sabendo que ela não teria importância nenhuma pra você.

Durante muito tempo eu achei que estava te sobrecarregando, exagerando e exigindo demais de você. Hoje eu sei que não. Não é demais querer compartilhar sua vida com uma pessoa e trazê-la para bem perto, onde ninguém jamais esteve. O problema é querer fazer isso com quem não sabe ser por inteiro. A gente espera da pessoa mais do que ela pode dar, mais do que ela pode ser e isso nunca dá certo. Mas, como tudo nessa vida, se torna lição. Uma puta lição. Por isso hoje eu resolvi te agradecer.

Obrigado por não ter cons…

Moça, valorize-se. Você merece muito mais do que estão te oferecendo

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Via: A Soma de Todos os Afetos
Ele não ligou, não te procurou no dia seguinte ao encontro e não demonstrou que quer um relacionamento sério. Mas, como você acreditou em todas as palavras que ele disse, seu coração encontrou todas as justificativas possíveis para convencer o cérebro de que “com o tempo, ele irá te amar”. Moça, não faça isso! Você merece muito mais do que estão te oferecendo. Você não precisa de quem te procura no final da noite, como última opção. Não precisa de alguém que não te assume, porque a vida de solteiro é mais interessante. Não precisa de alguém que te elogie só para te usar como estepe de relacionamento. Você, simplesmente, não precisa! Eu sei que te ensinaram a ser a melhor em tudo: na escola, na faculdade, na família, no trabalho e que, por isso, lidar com a rejeição não é seu forte. Mas, acredite, há rejeições que são defesas. Você nunca foi mulher para ser encaixada em agenda de segunda-feira ou no encontro de domingo à noite. Você nasceu para ser prior…

Voltando a Escrever...

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A gente tenta disfarçar que não dói sair, assim, da vida de alguém. Instantaneamente. Como se ela nunca tivesse pisado os pés na nossa Lua. Como se tal pessoa nunca tivesse entrado em nós em todos os aspectos. Como se ela não tivesse nos visto sangrar. Doer pelas asperezas do mundo. Chorar descompassadamente em dias completamente ruins, onde os postes da cidade cedem à chuva e os casais terminam seus relacionamentos de anos bem no meio da rua.

A gente muda o percurso para não lembrar. Evitamos os lugares como as praças, as ruas próximas à faculdade, as livrarias badaladas por onde mãos conversavam e olhares atestavam que existia amor.
O seu medo é ir a esses lugares e perceber que o amor ainda existe.

A gente tenta disfarçar que não dói aquela pessoa indo embora de nós tão rápido quanto cometa que ameaça se chocar com a terra. Vamos à padaria ouvindo outra playlist que não a criada para ser ouvida por ambos; muda-se os planos: não mais Curitiba, Salvador talvez seja melhor. Exclui-se do …